Com mais de 200 mil pessoas assassinadas no Brasil
entre 2008 e 2011, o país faz frente às grandes zonas de guerra do
globo, segundo Mapa da Violência
No Brasil, mata-se 274 vezes mais do que em Hong Kong e 137 vezes mais do que na Inglaterra
São Paulo – Vivemos em um país em guerra, mesmo que não declarada. Esta é uma das conclusões possíveis a partir da leitura do estudo Mapa da Violência 2013,
realizado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade
Latino-Americana de Ciências Sociais e divulgado hoje. Cerca de 170 mil
pessoas foram mortas
nos 12 maiores conflitos no globo entre 2004 e 2007 (veja tabela
abaixo). No Brasil, mais de 200 mil perderam a vida somente entre 2008 e
2011.
Isto tudo sem que o país viva "disputas territoriais, movimentos
emancipatórios, guerras civis, enfrentamentos religiosos, raciais ou
étnicos, conflitos de fronteira ou atos terroristas", lembra o
levantamento.
Há dois anos - época dos últimos dados disponíveis - foram registradas
mais de 50 mil mortes, o que confere ao Brasil uma taxa de 27,1
homicídios para cada 100 mil brasileiros. Desse total, cerca de 40% (18
mil pessoas) eram jovens entre 15 e 24 anos.
O número de assassinatos no Brasil é 274 vezes maior do que em Hong Kong, 137 vezes maior do que na Inglaterra e 91 vezes maior do que na Sérvia, segundo o estudo divulgado hoje.
Veja abaixo o total de mortes nas maiores zonas de conflito do planeta na década passada:
País
2004
2005
2006
2007
Total de mortes
Iraque
9.803
15.788
26.910
23.765
76.266
Sudão
7.284
1.098
2.603
1.734
12.719
Afeganistão
917
1000
4000
6500
12417
Colômbia
2.988
3.092
2.141
3.612
11.833
Congo
3.500
3.750
746
1.351
9.347
Sri Lanka
109
330
4.126
4.500
9.065
Índia
2.642
2.519
1.559
1.713
8.433
Somália
760
285
879
6.500
8.424
Nepal
3.407
2.950
792
137
7.286
Paquistão
863
648
1.471
3.599
6.581
Índia/Paquistão (Caxemira)
1.511
1.552
1.116
777
4.956
Israel/Palestina
899
226
673
449
2.247
Total dos 12 conflitos
34.683
33.238
47.016
54.637
169.574
"São números tão altos que torna-se difícil, ou quase impossível,
elaborar uma imagem mental, uma representação de sua magnitude e
significação", afirma Jacobo, autor da pesquisa.
Segundo o sociólogo, a cultura da violência (caracterizada pelo hábito
de resolver conflitos por meio da agressão), a certeza da impunidade
(apenas 4% dos assassinos vão para cadeia) e a indiferença da sociedade
com o grande número de mortes estão entre as causas do fenômeno. "A vida
humana vale muito pouco", resume o pesquisador, que é argentino.
ISLAM: Uma das maiores religiões do
mundo também presente no Sudoeste Goiano!
Jerry
Lewis, (Publicado no Jornal Notícia Extra, ediçao 11)
Mesmo residindo
no Egito e exercendo o cargo de professor na renomada Universidade de
Alexandria- cidade egípcia de 4,5 milhões de habitantes, situada às margens do
Mar Mediterrâneo, Yunus Mustafa Al Sheik,
também é Conselheiro e Presidente da Associação Ummah Brasil, que tem por
finalidade a divulgação da religião islâmica em nosso país. Na semana passada,
ele esteve em Jataí, e falou com exclusividade ao Notícia
Extra. O cenário da conversa foi a Mesquita Islâmica de Jataí, situada na
Vila Paraíso. Sheik Yunus, como é conhecido, afirma que sua visita tevecomo objetivo de tratar dos seguintes
assuntos:
* Ramadan * A união e igualdade entre os muçulmanos * A importância da divulgação do Islam e como
divulga-lo * Fortalecimento da Fé * História do Profeta S.A.W.S. ( Seerah )
Segundo ele há em Jataí,
por volta de 300 famílias muçulmanas. Mas segundo ele, esse número vem
crescendo no Brasil inteiro, pois a religião islâmica não é apenas para os
árabes, mas sim para todos independentes de nacionalidade ou idioma falado.A
concepção fundamental do Islam é de que o Universo é criação de Deus (Allah em
árabe), o Senhor Supremo de todas as coisas, Ele é Uno e nada compartilha com
Ele a Divindade. É Deus quem reina, sustenta e mantém todo o Universo. Criou o
homem e fixou para cada pessoa um período determinado que ele deve passar na
terra. Deus lhe prescreveu um código de vida, mas ao mesmo tempo deu-lhe a
liberdade absoluta de escolher se deve ou não adorá-lo. Quem opta por seguir
este código revelado por Deus ao Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus
estejam sobre ele) é muçulmano (fiél, submisso a Deus) e quem opta por
recusá-lo é Káfir (infiel, incrédulo). A pessoa entra no Islam, quando crê
sinceramente e professa a Unicidade de Deus e na Profecia de Muhammad (que a
Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele). Estes dois requisitos de fé são
expostos sucintamente na sentença: "Não há outra divindade além de Deus;
Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) é o Mensageiro de
Deus. "Uma concepção revolucionária que constitui a essência de todos os
ensinamentos do Islam. Significa que só há um Criador para todo o Universo, Ele
é Todo- Poderoso, Onisciente, Onipresente e Ele é Quem sustenta todo o
universo. Quem observa o poder inesgotável da natureza, a finalidade de sua
criação, sua relatividade e destruição de tudo que é socialmente danoso, como
poderia deixar de concluir, que, atrás dela há um Ser que abarca tudo e cujas
atividades criadoras e incessantes se manifestam objetivamente através do Universo
quase infinito; do vasto panorama da natureza, com seu charme e beleza que
penetram o coração; o levante e o poente, ordenado do sol; a impressionante
harmonia das estações; a seqüência do dia e da noite; o ciclo incessante da
água; as flores o a vegetação delicada, sob nossos pés, tudo isso converge para
um fato: Deus existe e é Único.
Os
5 pilares do Islãm
1- Shahada
(Testemunho)
A Shahada nada
mais é que o testemunho,ou seja testemunhar que:Não há outra Divindade além
de Allah(Deus) e Muhammad é Seu mensageiro.Esse pequeno testemunho é a
chave para o Islam.Testemunhar que “Não existe outra Divindade além de Allah”,é
testemunhar que existe apenas um Deus,uno,sem sexo,filhos,parceiros,apenas
Deus.O Islam é uma religião monoteísta,por isso,acreditar em um Deus único é o
básico.Testemunhar que “Muhammad é Seu mensageiro“ não é desvalorizar os
outros profetas,nem gostar dele mais que os outros,os muçulmanos dizem só
Muhammad(que a paz e as benção de Deus,estejam sobre ele) porque ele foi o
último profeta enviado por Deus segundo o Islam.Ao dizer “Muhammad” é aceitar
todos os outros profetas,Muhammad veio para reforçar a mensagem de Deus.Não
significa que ele é superior.
2- Salat(Oração)
A Salat é a
oração que deve ser realizada 5 vezes ao dia em horários específicos desde ao
raiar do dia até a noite.É na oração que o fiel se aproxima de Deus para
adorá-lo,pedir perdão,agradecer e pedir pelas suas preces.No Islam a Salat é
muito importante.Quanto rezar 5 vezes ao dias,há uma certa flexibilidade,pois
nem todos podem rezar nas horas certas.Por isso o fiel deve fazer a sua oração
depois e nunca antes.Se ele não pode fazer a oração do meio dia,ele não vai
rezar antes,mas sim depois.E o fiel,se quiser,pode rezar mais que 5 vezes se
sentir necessidade.A oração pode ser feita em qualquer lugar,desde que seja
limpo e próprio para tal ato,de preferência nas mesquitas.Mas se você não puder
ir na mesquita toda hora para rezar,pode rezar em casa,no trabalho…O muçulmano
de preferência deve se prostrar,ou seja o ato de se ajoelhar por
completo.Mas se ele não puder,pode rezar sentado ou de pé,mas com postura.O
muçulmano deve rezar virado para a direção de Meca,a cidade sagrada.Mas se ele
não souber onde Meca está diretamente não há problemas.
3- Zakat
(Caridade)
Zakat é a
caridade,que deve ser paga todos os anos para pessoas menos favorecidas.A
caridade ocorre do muçulmano para o necessitado,não há intervenções de nenhum
líder religioso ou da mesquita.O muçulmano doa algo como 2,5% de tudo o que ele
arrecadou no ano.É uma fora de purificação espiritual com Deus,porque na Zakat
você ajuda aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades que você.Sabendo que
a Zakat pode ser realizada em qualquer época do ano e em qualquer hora,e não é
um ato obrigado,tem que ser feito de coração.Aqueles que não tem condição de
fazer a Zakat,não são obrigados.
4-Siam (Jejum)
O Jejum acontece
no Ramadan,nono mês do calendário lunar(por tanto não é o calendário usado no
Brasil).O muçulmano nesse mês deve deixar de comer,beber qualquer tipo de
líquido,fumar(que é proibido no Islam,mas se o muçulmano fuma,ele deve deixar
de fumar pelo menos no Ramadan,assim como a bebida alcoólica) e ter
relações sexuais durante o nascer ao pôr do sol.O muçulmano não jejua para ele
sofrer,porque Deus quer que ele sofra,ele jejua para dar valor a coisas tão
úteis,mas que as vezes passam despercebidas,como a água.É no Ramadan que ele
aprende a dar valor a tudo o que ele tem,e ver a dor das pessoas que passam
fome,porque é só quando perdemos algo que damos valor né,pois então,no Ramadan
os muçulmanos fazem alguns sacrifícios em nome dessas pessoas,e em forma de
agradecer a Deus por tudo o que possuem.
Mas,sempre há
regras e nem todos são obrigados a jejuar:crianças,doentes,grávidas,mulheres
no período menstrual,mulheres quando estão amamentando,idosos e pessoas que
estão viajando não precisam jejuar,mas devem repor o jejum pagando um prato
de comida por cada dia não jejuado para um pobre,claro se tiver condições
financeiras.Crianças não precisam pagar o prato de comida,elas apenas aprendem
como jejuar e olham seus pais,para que quando atinjam a puberdade passem a
jejuar.Pobres também não precisam pagar nada e nem fazer o jejum né hehe.
5-Hajj
(Peregrinação)
O quinto é
último pilar é a peregrinação a Ka’abah(primeira cada de adoração a
Deus,construída por Abraão-que a paz e as bençãos de Deus estejam sobre ele-e
por seu filho Ismael),que fica em Meca,na Arábia Saudita.A peregrinação deve
ser feita pelo menos uma vez nada vida daquele que tiver condições financeiras,mentais
e físicas.O muçulmano vai a Meca com a intenção exclusivamente de adorar a
Deus.Milhões de muçulmanos se reúnem anualmente para ir adorar a um Deus Uno
,sem distinção de cor,país e classe social,vestindo-se da mesma forma.O Hajj
só pode ser efetuada uma vez por ano, entre o oitavo e o décimo dia do mês
de Dhu al-Hijja, o último mês do calendário islâmico.Se a
peregrinação a Meca ocorrer noutra altura do ano será chamada de Umra;
é considerada uma boa ação, mas não substitui o Hajj. A Umra
é também conhecida como a “peregrinação menor”. Difere em relação ao Hajj
ao nível dos ritos: a Umra inclui apenas os ritos realizados na
Grande Mesquita de Meca.
Estreia neste sábado, 17 de
agosto, a segunda parte do ensaio da modelo Micheli Burate no site Bella da
Semana (www.belladasemana.com.br). Aos 24 anos, a morena é natural da cidade de
Guatambu, interior de Santa Catarina, e mora em Florianópolis. As 11 seções inéditas
tiveram como cenário a ilha de Santa Catarina e foi Walmor de Oliveira quem
teve o privilégio de fotografar a morena, que posou nua pela primeira vez na
carreira.
Um
idoso, de 73 anos, reagiu a um assalto num mercado de Jataí, a 300 km
de Goiânia, no interior de Goiás. Ele foi agredido, mas conseguiu atirar
contra os bandidos. Um morreu e outro ficou ferido.
O homem
disparou cinco tiros, pois, segundo ele, queria defender a pequena
mercearia que tem na periferia da cidade. As grades nas portas não impediram a tentativa de assalto.
O idoso não foi autuado pela morte do assaltante, mas sim pelo porte
ilegal da arma, que ele tinha há mais de 20 anos. No entanto, a
delegacia de Jataí não descarta que ele seja processado na Justiça
também pelo homicídio. Ele foi ouvido pelos policiais no DP e liberado.
Segundo Ministério da Saúde, episódios de violência entre policiais e partidários de Morsi deixaram 3.717 feridos
Autoridades egípcias elevaram
significativamente o número de mortos dos confrontos de quarta-feira
entre policiais e partidários do presidente islamita deposto, dizendo
que mais de 500 morreram, deixando evidente a violência que varreu
grande parte do país e levou o governo a declarar estado de emergência nacional
e toque de recolher.
O número de mortos, registrado em 525, segundo
o último boletim do Ministério da Saúde, faz de quarta-feira, de longe,
o dia mais mortal no país desde a revolta popular que derrubou o líder
autocrata Hosni Mubarak
. Segundo Khaled el-Khateeb, porta-voz do Ministério da Saúde, os confrontos deixaram 3.717 feridos.
Próximo ao local onde ficava um acampamento de
partidários do presidente Mohammed Morsi, no subúrbio de Nasr City, um
repórter da agência Associated Press
nesta quinta viu dezenas de corpos ensanguentados empilhados dentro de
uma mesquita. Os corpos estavam enrolados em lençóis e ainda não haviam
sido identificados pelas famílias. Galeria de fotos:Veja imagens da ação da polícia contra acampamentos Golpe no Egito:Leia todas as notícias sobre a queda de Morsi
Parentes no local descobriam os rostos dos corpos na
tentativa de encontrar seus entes queridos. Muitos reclamaram que as
autoridades estavam evitando conceder a permissão para enterrá-los.
El-Khateeb disse que 202 das 525 mortes aconteceram no
acampamento de protesto de Nasr City, mas não estava imediatamente claro
se os corpos na mesquita estavam incluídos nessa contagem.
A violência na quarta-feira teve início com uma ação da tropa de choque da polícia
para remover dois acampamentos, provocando confrontos no local e se espalhando pela capital egípcia e outras cidades. Saiba mais:Entenda o que é a Irmandade Muçulmana
Cairo, uma cidade de 18 milhões de habitantes, estava estranhamente quieta nesta quinta-feira,
com somente uma fração de seus costumeiros congestionamentos e muitas
lojas e escritórios do governo fechados. Muitos moradores preferiram
ficar em casa com medo de mais violência. O banco e o mercado de ações
também estavam fechados.
Os últimos eventos no Egito foram condenados por países do mundo muçulmano e do Ocidente
, incluindo os EUA, o principal apoiador externo do Egito por mais de 30 anos.
Mohamed ElBaradei, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, renunciou ao cargo de vice-presidente interino
na noite de quarta-feira em protesto à repressão - um golpe para a
credibilidade da nova liderança egípcia com o movimento pró-reforma. Leia também:Entenda as causas dos conflitos no Egito
Funcionários limpam local perto
de mesquita Rabaah al-Adawiya, onde ficava um acampamento de partidários
do presidente Mohammed Morsi em Nasr City, Egito (15/8)
O premiê interino Hazem el-Beblawi disse em um
pronunciamento à nação na quarta que aquele era "um dia difícil" e que
lamentava o derramamento de sangue, mas não pediria desculpas por
avançar contra os partidários de MOrsi, dizendo que o governo enviou uma
série de alertas para que eles deixassem os locais e tentou uma
mediação diplomática estrangeira.
Os líderes da Irmandade Muçulmana
caracterizaram os episódios de violência de "massacre". Vários líderes
importantes da Irmandade foram presos enquanto a polícia realizava
incursões dentro dos dois acampamentos, vários islamitas foram levados
sob custódia e o futuro do movimento é incerto. Reação:EUA condenam violência e países da região veem risco de guerra civil Dia 31:Egito ordena à polícia pôr fim a acampamentos pró-Morsi
Apoiados por helicópteros, policiais dispararam gás
lacrimogêneo e usou tratores blindados para derrubar as barricadas nos
dois acampamento de protestos, localizados em lados opostos do Cairo. Os
partidários estavam acampados no local desde que Morsi foi deposto em 3
de julho, após milhões de egípcios tomarem as ruas exigindo sua renúncia
.
O acampamento menor - perto da Universidade de Giza - foi
removido relativamente rápido, mas levou 12 horas para que a polícia
tomasse o controle do principal acampamento perto da mesquita Rabaah
al-Adawiya em Nasr City, que serviu como epicentro para a campanha
pró-Morsi. Investigação:Egito acusa Morsi de conspirar com Hamas em fuga de prisão
Depois que a polícia removeu os acampamentos, batalhas
foram registradas nas ruas do Cairo e de outras cidades pelo país.
Prédios do governo e delegacias foram atacados e estradas bloqueadas.
Alguns manifestantes atearam fogo em igrejas cristãs, segundo informou o
ministro do Interior Mohammed Ibrahim.
Três jornalistas estavam entre os mortos: Mick Deane, 61
anos, cinegrafista da rede britânica Sky News; Habiba Ahmed Abd Elaziz,
26 anos, uma repórter do Gulf News, um jornal estatal dos Emirados
Árabes Unidos. e Ahmed Abdel Gawad, que escreve para o jornal estatal do
Egito Al Akhbar. Deane e Elaziz morreram vítimas de tiros, segundo
informaram os veículos para os quais trabalhavam, enquanto o Sindicato
dos Jornalistas do Egito não souberam dizer a causa da morte de Gawad. Relembre:Entenda a crise que levou à queda do governo Morsi no Egito
O distúrbio foi o episódio mais recente em um amargo
impasse entre os partidários de Morsi e a liderança interina que assumiu
o poder do país mais populoso do mundo árabe. O Exército depôs Morsi
depois que milhões foram às ruas acusando-o de dar poderes ilimitados à
Irmandade Muçulmana e de fracassar na implementação de reformas vitais
para a recuperação econômica.
Veja imagens da crise no Egito desde a deposição de Morsi:
Partidários
de Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra Exército durante
confrontos no bairro de Mohandessin, no Egito (14/8). Foto: AP
1/31
Morsi está detido em uma localização desconhecida
desde 3 de julho. Outros líderes da Irmandade foram indiciados por
incitar a violência e conspirar no assassinato de manifestantes.
Uma autoridade de segurança disse que 200 manifestantes
foram presos nos dois acampamentos do Cairo. Muitos homens foram vistos
com as mãos para cima em fila enquanto eram levados por um carro da
polícia.
A Irmandade passou a maior parte dos seus 85 anos de
existência na clandestinidade ou suportando repressões de governos
sucessivos. Os mais recentes acontecimentos pode dar às autoridades
razões para torná-la ilegal novamente. Com AP
Nas páginas do Notícia
Extra, e apartir de agora, aqui na Página do Lewis, mais uma Garota Búzios. Sulamita Freitas Bitencourtjá fez vários trabalhos como modelo nos
países da Europa, entre eles, Inglaterra, França e Espanha. Carioca, gosta de
praia, malhar, e se deliciar com frutos do mar. Ela é mais uma aposta certeira
do fotógrafo e produtor Yoan Bratu.
Estatísticas desafiam mito de que elas vão menos
ao cinema, usado pela indústria para justificar desequilíbrio nas telas;
leia a última reportagem da série especial do iG
Em uma temporada de blockbusters marcada pelo fracasso de filmes encabeçados por Will Smith, Johnny Depp, Ryan Reynolds e Channing Tatum,
uma comédia protagonizada por duas atrizes com mais de 40 anos, "As
Bem-Amadas", foi um dos principais destaques da lista de sucessos. Com
bilheteria mais de três vezes maior do que o orçamento de US$ 43 milhões
(R$ 100 milhões), o longa com Sandra Bullock e Melissa McCarthy é a
nova esperança para fazer com que Hollywood entenda um recado: o público
quer ver mulheres nas telas. Leia a série de reportagens sobre a mulher no cinema: Por trás das câmeras, mulheres lutam por oportunidades iguais em Hollywood Retomada amplia espaço, mas mulheres ainda são minoria no cinema brasileiro Divulgação
Sandra Bullock e Melissa McCarthy em cena de "As Bem-Amadas", sucesso de bilheteria nos EUA
Há anos a indústria norte-americana se apoia em
uma lendária regra - mulheres vão menos ao cinema - para justificar o
notável desequilíbrio na distribuição de papéis, sobretudo principais.
De todos os 4.475 personagens com fala nos cem filmes de maior bilheteria nos EUA em 2012, apenas 28,4% são femininos.
Trata-se do pior índice desde 2007, quando o levantamento
começou a ser feito pela pesquisadora Stacy L. Smith, da Universidade
do Sul da Califórnia. Segundo ela, em apenas dois dos cem filmes
avaliados o elenco era majoritariamente feminino.
E embora a percepção geral seja a de que homens jovens são a principal fonte de lucro de Hollywood, dados da Motion Pictures
Association of America apontam o contrário: em 2012 as mulheres
compraram 50% dos ingressos vendidos e representaram 52% das pessoas que
foram ao cinema ao menos uma vez nos EUA e no Canadá - uma tendência
que vem sendo registrada desde 2009.
"A lógica dos estúdios é: se elas estão comprando ingressos, por que
devemos oferecer-lhes outros filmes? Eles querem fazer dinheiro e estão
fazendo. O ônus é todo nosso", afirmou ao iG
Melissa Silverstein, criadora do site Women in Hollywood. Para ela,
criou-se a percepção de que apenas as histórias masculinas são
universais. "A ideia é: mulheres vão ver filmes sobre homens, mas homens
não vão ver filmes sobre mulheres."
Contra esse argumento está o sucesso financeiro de longas
como "Thelma e Louise" (1991), "O Diabo Veste Prada" (2006), "Mamma
Mia" (2008), das sagas "Crepúsculo" e "Jogos Vorazes" e do próprio "As
Bem-Amadas". Além disso, um júri formado majoritariamente por homens
reunido pelo site Indiewire escolheu cinco filmes com equilíbrio de
papéis ou centrados em mulheres como os cinco melhores de 2013 até
agora: "Antes da Meia-Noite"
, "Upstream Color", "Spring Breakers", "Frances Ha" e "Stories We Tell".
São filmes de menor orçamento, que disputaram as salas com as superprodulões "Homem de Ferro 3"
, "O Homem de Aço"
, "Wolverine - Imortal"
, "Além da Escuridão - Star Trek"
e "Velozes e Furiosos 6"
- franquias de ação e longas inspirados em quadrinhos, gêneros que historicamente deixam as mulheres de lado.
Quando conseguem ser lançados, longas deste tipo com
protagonistas femininas passam por um escrutínio maior: basta um
fracasso para que toda a proposta esteja condenada. "Os fabricantes de
brinquedo vão dizer que (heroínas) não vendem o suficiente e a indústria
vai lembrar dos dois filmes terríveis que já foram feitos e dizer:
'Viu? Não dá'", lamentou Joss Whedon, criador da série "Buffy - A Caça
Vampiros", ao "Daily Beast". Leia também:Para conquistar a China, Hollywood altera e corta filmes
Pesa, ainda, o fato de as mulheres não serem consideradas estrelas de grande apelo no circuito estrangeiro, cada vez mais fundamental no faturamento de Hollywood
. “Filmes de ação e ficção científica se saem melhor no mercado
internacional do que dramas e comédias. Por isso, os atores que 'viajam'
bem costumam ser homens. E acho que, no futuro, as estrelas serão
pessoas cujo apelo está mais no visual do que no diálogo”, afirmou Ty
Burr, crítico do jornal Boston Globe e autor de "Gods Like Us: On Movie
Stardom and Modern Fame".
No livro, Burr nota que houve uma inversão de
papéis: nas primeiras três décadas da história do cinema o público-alvo
era justamente o feminino. "Os homens podiam expressar muito do que
sentiam abertamente, nas atividades do dia a dia. Com isso, o cinema,
uma projeção em massa de vidas internas e secretas, importava mais para a
metade da população que não tinha poder", escreveu.
Não por acaso, no passado as atrizes apareciam com
frequência muito maior nos rankings anuais de atores mais bem pagos
publicados pela Quigley Publishing Company. Em 1932, cinco mulheres
estavam na lista (inclusive nos três primeiros lugares); em 2012, apenas
uma: Anne Hathaway, na segunda posição.
Nenhuma mulher está no ranking de mais bem pagos de todos
os tempos e desde 1967 só duas atrizes chegaram à primeira posição:
Julia Roberts em 1999 e Sandra Bullock em 2009. Em comparação, elas
alcançaram a liderança seis vezes na década de 1930 e sete na de 1960. "Tenho fome de bons papéis femininos"
Questionada pelo iG
sobre a qualidade dos personagens em Hollywood, a atriz australiana
Miranda Otto, de "O Senhor dos Anéis" e "Guerra dos Mundos", diz que
muitos deles são "tediosos".
"Tenho fome de bons papéis femininos - tanto de
interpretá-los quanto de assisti-los. Mas muitas vezes parece que eles
são escritos apenas para mostrar que os homens do filme não são gays",
afirmou. "De vez em quando você recebe várias propostas legais e pensa:
'uau, está melhorando'. Mas, depois, volta ao zero."
Um papel feminino forte foi o que a atraiu em "Flores Raras"
, longa de Bruno Barreto que estreia nesta sexta-feira (16) e narra o
romance da poeta norte-americana Elisabeth Bishop (Otto) com a
empresária brasileira Lota de Macedo Soares (Glória Pires).
Miranda Otto, na foto com Glória Pires: 'Tenho fome de bons papéis femininos'
"O roteiro me impressionou porque as mulheres
me pareceram verdadeiras, identificáveis, inteligentes, multifacetadas.
Admirei o modo como viveram suas vidas e as soluções que encontraram
para seus problemas", contou.
A produtora de "Flores Raras", Lucy Barreto,
disse que a captação de recursos para o filme foi especialmente difícil
por causa do tema: amor entre duas mulheres. “Faltam filmes brasileiros
com protagonistas femininas. Temos belos personagens a serem
retratados", afirmou Barreto, que prepara a cinebiografia de Anita
Garibaldi com Letícia Sabatella.
Caso brasileiro
No Brasil, a situação segue o modelo de Hollywood: os
melhores personagens femininos raramente estão nos filmes de grande
apelo comercial. "Há mais papéis - bons e em geral - para os homens.
Geralmente nós somos a mulher ou a namorada", disse Simone Spoladore,
uma das principais atrizes do cinema brasileiro desde sua estreia em
2001 com "Lavoura Arcaica".
De modo geral, os gêneros são caracterizados de forma
distinta. “As mulheres querem casar, conquistar o amor, às vezes lutar
pela família. O homem quer ser político, combater traficantes, é mais
definido pela profissão", afirmou Paula Alves, organizadora do
Femina (Festival Internacional de Cinema Feminino), cuja décima edição
aconteceu em julho no Rio.
Dados levantados por Alves mostram que a evolução é lenta
no cinema nacional. De todos os filmes produzidos entre 1991 e 2000 no
Brasil, 63,5% tinham protagonistas homens contra 13,8% de mulheres. Na
década seguinte, os percentuais passaram, respectivamente, para 56,33% e
18,18%. "Quanto mais filmes tiverem protagonistas femininas, mais
chance terá de ser um protagonismo melhor", avaliou.
Para muitos especialistas, bons papéis dependem de um
maior espaço para cineastas, roteiristas e produtoras mulheres, que hoje
são minoria tanto em Hollywood
quanto no Brasil
. O estudo de Stacy Smith com base nas 100 maiores bilheterias de 2012
revela que a porcentagem de personagens femininos aumenta 10,6% se há
uma mulher na direção e 8,7% se há uma roteirista.
“Não significa que mulheres não podem criar grandes
personagens masculinos e vice-versa. Eles já criaram e ainda criam",
disse a pesquisadora Martha Lauzen, diretora do Centro para Estudos
sobre a Mulher na Televisão e no Cinema da Universidade de San Diego.
"Mas as pessoas tendem a trabalhar com o que conhecem, e o percentual de
papéis femininos só vai aumentar quando o percentual de mulheres por
trás das câmeras aumentar também.” Nesta semana o iG
publicou uma série de reportagens sobre a participação feminina na
indústria cinematográfica. O primeiro texto fala sobre como as profissionais lutam por espaço em Hollywood
. O segundo avalia a situação no mercado brasileiro
, com o depoimentos de diretoras e produtoras do País.