Laudo aponta que jovem morta em Jataí levou seis facadas, diz delegado
Segundo André Fernandes, foram cinco golpes no pescoço e um no peito. Bianca Pazzinato, de 18 anos, teria sido assassinada por duas colegas.
Gabriela Lima Do G1 GO
De acordo com o delegado, o laudo ficou
pronto na última sexta-feira (3) e ajudou a finalizar a investigação. “O
inquérito está 95% concluído e deve ser remetido à Justiça amanhã
[quarta-feira]“, adiantou. Fernandes diz que pedirá o indiciamento das
adolescentes por ato infracional de homicídio e ocultação de cadáver.
As garotas participaram de audiência com
o juiz Thiago Soares Castelliano, na tarde de terça-feira (5), no Fórum
de Jataí. A mais velha reafirmou ao magistrado a versão apresentada ao
delegado da cidade. Ela contou ter matado a vítima por ela ter se
recusado a manter um suposto namoro. “Durante uma semana planejamos
tudo, pesquisamos na internet como matar uma pessoa”, declarou. A mais
nova exerceu o direito de ficar calada.
Segundo o delegado, a única diferença no interrogatório é que a
adolescente de 17 anos tentou atribuir o planejamento da morte à menor
de 16 anos. Mas, para Fernandes, as declarações não mudam a linha do
inquérito. “A investigação demonstra que as duas participaram ativamente
do crime”, diz.
Além do laudo do IML e dos depoimentos, o
inquérito tem como provas uma carta de amor escrita pela suspeita,
anotações detalhadas sobre como o crime seria cometido e a transcrição
das mensagens de celular trocadas entre elas e a vítima nos últimos
meses.
A polícia também conseguiu imagens de
uma câmera de segurança instalada na rua onde a adolescente de 17 anos
morava. O vídeo, segundo o delegado, mostra Bianca seguindo em direção à
casa da amiga às 9h20 do dia 29 de julho.
A vítima teria sido assassinada a
facadas uma hora depois de ter chegado à casa, por volta das 10h30. O
corpo da estudante foi encontrado embaixo da cama da suspeita,
embrulhado em sacos plásticos, na noite do mesmo dia.
Em entrevista, a suspeita mais velha
contou que a motivação do assassinato seria a recusa da vítima em manter
um namoro. “Ela não ia ficar comigo. Não queria que ficasse com mais
ninguém também”, declarou. Entretanto, as famílias da menor de idade e
de Bianca afirmam que não tinham conhecimento do relacionamento
homoafetivo entre elas.
Apesar do inquérito não estar totalmente
concluído, o Ministério Público ofereceu representação criminal pedindo
a aplicação de medida socioeducativa de internação pelo prazo máximo de
três anos. Até que saia a sentença, as garotas ficam apreendidas sob
custódia no Centro de Internação de Goiânia.
As menores estão apreendidas na capital a
pedido do Conselho Tutelar de Jataí. O órgão temia que elas pudessem
ser linchadas se permanecessem na cidade, já que há uma forte comoção
popular com a morte de Bianca.
Fonte: G1
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